
(imagem Revista Bons Fluidos)
Pequenos gestos não se apagam... ficam em algum canto da memória, com toda a certeza.
Quando era pequena, minha madrinha que era extremamente católica (como é ser extremamente católica?), me fazia beijar os santos: "Beija, beija!" , ela falava em tom meio autoritário. Talvez seja por isso que eu tenha criado essa 'intimidade' com os santinhos... No meu quarto, tenho um altar, alguns santos de predileção, a bíblia sempre aberta em algum salmo, e sagradamente leio o salmo 91 antes de sair de casa.
Mas a minha relação mais forte é com São Benedito, que fica lá na cozinha, com um lugarzinho especial pra ele, um vasinho de flores e uma xícara só para seu cafezinho. Se estou só em meio a meus pensamentos, às vezes converso com ele, e prometo mil coisas (já falei sobre isso aqui ok, ok...).
Numa dessas conversas, um dia pedi um sinal à ele: " Se não sou uma maluca de ficar aqui conversando com você (que intimidade pra se referir ao santo hein?), gostaria de um sinal 'forte' de que sou ouvida...". Nesse mesmo dia, fui almoçar na casa de minha mãe, assim que entrei ela me disse: " Olha Stella, a herança que sua madrinha deixou pra você (minha madrinha havia falecido há poucos dias)..." e apontou para o santo. É claro, que não consegui conter as lágrimas, ao perceber que me aguardava alí, quietinha, a imagem linda e tão antiga do amigo "Benedito"!
** acho que ter um altarzinho em casa (como já falei) atrai boas vibrações - os anjos gostam de flores, aromas, janelas abertas, e um lugar dedicado à eles, seja do jeitinho que for...